Google lança banco de dados para competir com Oracle, IBM e Microsoft
O Google lançou silenciosamente um novo banco de dados online chamado Fusion Tables, com o objetivo de revolucionar o gerenciamento de dados.
A idéia é driblar as limitações dos bancos de dados tradicionais e simplificar as operações de relacionamento de informações. O Google afirmou que, com a implementação em cloud computing, simplificará também a possibilidade de colaboração em grupos de dados.
“Sem um jeito fácil de oferecer acesso a todos os colaboradores ao mesmo servidor, os dados são copiados e enviados por e-mail e FTP, resultando em várias versões que saem de sintonia rapidamente”, diz o anúncio do Google.
O Fusion Tables também oferece uma tecnologia de espaço de dados, conceito que existe desde os anos 90 e o Google, percebendo seu potencial, o desenvolve desde a compra da Transformic, em 2005, que é uma pioneira da tecnologia.
O esquema de ‘espaço de dados’ tenta resolver o problema de vários tipos e formatos de dados nas empresas, que gastam muito em dinheiro e esforços para torná-los uniformes, com o objetivo de armazená-los e analisá-los em bases de dados convencionais.
Os ‘espaços de dados’ preveem um sistema que cria um índice para oferecer acesso a dados de vários tipos e formatos, resolvendo o problema que o Google chama de “Torre de Babel”.
A tecnologia permite que o Google inclua, nas tabelas bidimensionais tradicionais de base de dados, uma terceira coordenada com elementos como reviews de produtos, posts e mensagens do Twitter, além de uma quarta ‘dimensão’ de atualizações em tempo real.
“Agora temos um espaço com quatro dimensões onde podemos incluir novas perguntas para criar novos produtos e oportunidades de marketing”, diz o anúncio. “Se você é a IBM, a Microsoft e Oracle, seu pior pesadelo está vivo. O Google irá criar espaços de dados automaticamente e implementar novos tipos de pesquisas.”
O Fusion Tables é uma versão prévia do produto, e carrega a marca “Labs” de produto experimental do Google.
Plataforma Windows Azure, da Microsoft, terá 3 modelos de cobrança
A Microsoft divulgou, durante conferência com desenvolvedores realizada nos Estados Unidos nesta terça-feira (14/7), os preços e mais detalhes sobre como vai vender o Windows Azure, plataforma voltada para infraestruturas de computação em nuvem (cloud computing) que será lançado em novembro.
Serão três modelos de cobrança: consumo, no qual os clientes pagam pelo que utilizam; assinatura, com periodicidade de cobrança fixa; e volume, que permite aos usuários integrarem o Azure em outros contratos que já tenham firmado com a Microsoft.
No modelo de consumo, a empresa vai cobrar 12 centavos de dólar por hora de uso da infraestrutura computacional; 15 centavos de dólar por gigabyte (GB) de armazenamento; e 1 centavo de dólar para cada 10 mil transações de dados (cada vez que o usuário adiciona, atualiza, lê ou apaga um dado, é contada uma transação).
Para o SQL Azure, banco de dados no modelo de nuvem, a Microsoft vai cobrar 9,99 dólares por uma versão web, com capacidade de até 1GB, e 99,99 dólares pela versão corporativa, com capacidade de até 10 GB.
Os valores para os outros modelos de cobrança serão divulgados no lançamento oficial da plataforma.
A empresa também vai oferecer um conjunto de ferramentas para o desenvolvimento de aplicações baseadas na arquitetura em nuvem, usando a linguagem .Net, com o preço de 15 centavos de dólar para um conjunto de 100 mil mensagens operacionais.
O uso da banda terá o preço de 10 centavos de dólar por GB de dados adicionados, e 15 centavos de dólar por Gigabyte de informações recuperadas.
A partir de novembro, o produto estará disponível nos Estados Unidos, Europa, Austrália e Japão. No Brasil, a chegada está prevista para 2010, quando o sistema também será oferecido na Coreia do Sul, Malásia, Cingapura, Chile, Colômbia, México e no Leste Europeu.
Uma a cada cinco empresas nos EUA usa o Google Docs, diz IDC
A larga dominância do pacote de aplicativos de produtividade Microsoft Office nas empresas pode estar perto de enfrentar um grande desafio: o Google Docs.
Um estudo da consultoria IDC apontou que o software online de produtividade do Google é “amplamente” usado em uma a cada cinco companhias, mesmo que, em alguma delas, o pacote seja apenas um complemento ao Office.
O IDC entrevistou 262 gerentes de nível sênior de empresas de diferentes tamanhos, o que aponta para um rápido crescimento no interesse pelo serviço.
Uma pesquisa similar, feita em dezembro de 2007, apontava que 5% das empresas entrevistadas usavam amplamente o Google Docs na época. Na atual pesquisa, feita em julho, o Google Docs é usado em 19,5% das companhias.
“O Google Docs ainda não está substituindo o Office, mas o fato de ele crescer tão rapidamente mostra um momento importante. É uma grande ameaça à Microsoft”, disse a analista do IDC, Melissa Webster.
Apesar do crescimento do Google Docs, o uso do Office praticamente não mudou entre as duas pesquisas, com mais de 97% de uso nas companhias – indicativo de que os funcionários usam ambas as ferramentas.
Para Melissa, isso é negativo para a dona do Office, porque o Google Docs “vai canibalizar a oportunidade da Microsoft em torno de seus próprios softwares baseados na web”, disse ela.
Na quinta-feira (17/9), a companhia começou a testar o Office Web Apps, a versão online do pacote de aplicativos, que ainda não tem data definida para lançamento.
Bing rouba mercado de rivais e atinge 9,3% do setor de buscas em agosto
O buscador Bing, da Microsoft, continua a ganhar terreno dos rivais e atingiu participação de 9,3% em agosto após crescer 4,5 pontos percentuais em dois meses, segundo dados da consultoria comScore.
Líder absoluto, o Google perdeu participação de 0,1% no mesmo período e agora corresponde a 64,6% do setor. O Yahoo aparece na segunda posição com 19,3%. A participação da AOL caiu uma quantia não determinada, com o portal representando 3% do setor.
Os dados da comScore aparecem uma semana depois da consultoria Nielsen afirmar que o Bing, três meses após ser lançado, já correspondia a 10,7% do mercado de buscas em agosto.
Com isto, o Bing se posicionou como o buscador com crescimento mais rápido na lista da Nielsen, que também tem o Google na primeira posição, com 64,6%.
A participação do Bing corrobora o investimento que a Microsoft vem fazendo em seu buscador para que ele se posicione como concorrente real para o Google.
Além de novas ferramentas, como a Visual Search, em que os resultados congregam imagens em vez de links, a Microsoft fechou acordo para que o Yahoo use o Bing como seu motor de busca primário.
A aliança proposta – que ainda deve ser analisada e comprovada por órgãos antitruste – pode significar vantagens competitivas às duas empresas contra a dominação do Google.
“Não podemos subestimar o quanto entrincheirado o Google está no mercado de buscas e publicidade. Tirá-los de lá será um esforço em longo prazo. Na verdade, até mesmo se equiparar ao Google exigirá esforços sustentáveis em termos de inovação e investimento”, disse o analista da consultoria The Gabriel Consulting Group, Dan Olds.
“Acho que teremos que esperar por outros trimestres antes de chamar o Bing de competidor real do Google em buscas”, afirma.
Microsoft adquire ferramentas para aprimorar seu ERP
A Microsoft está adquirindo tecnologia de quatro parceiros para melhorar seu software corporativo Dynamics AX ERP, sistema integrado de gestão empresarial.
Uma das companhias que vai vender tecnologia para a Microsoft é a Fullscope, baseada no estado do Alabama (EUA), que se especializou em personalizar a linha Dynamics AX. Ao agregar soluções da companhia, a Microsoft passará a oferecer funcionalidades de processos de manufaturas de indústrias químicas e de alimentos.
Para melhorar a oferta para o setor de varejo, a empresa está comprando tecnologias da Islandesa LSRetail e da dinamarquesa To-Increase. Já a Computer Generated Solutions, de Nova York, venderá solução de gerenciamento de recursos, com funcionalidades de transações financeiras e cobrança.
Segundo o gerente geral da Microsoft para o Dynamics ERP, Crispin Read, as novas funções estarão disponíveis de imediato no pacote da empresa, com exceção da tecnologia para o varejo, e reforçará o foco da ferramenta em companhias que está na faixa dos 1000 funcionários. A empresa anunciou que ainda vai divulgar um cronograma para incorporação das funcionalidades para o setor de varejo.
A venda do Dynamics AX continuará sendo realizada exclusivamente por meio dos parceiros.
Microsoft testa versão online de pacote corporativo do Office
A Microsoft começou a testar, nesta quinta-feira (17/9), o Office Web Apps, primeira demonstração pública do serviço que levará para dentro do navegador ferramentas disponíveis no pacote corporativo Office.
Chamado de “preview técnico” e fechado a convidados, o Office Web Apps estará disponível no Windows Live por meio de uma aba especial chamada “Documents”, afirmou a companhia.
São três aplicativos disponíveis online apenas em inglês e japonês: Word Web App, Excel Web App e PowerPoint Web App.
Em julho, a Microsoft anunciou que as aplicações online estariam disponíveis gratuitamente no Windows Live e a funcionários de empresas que contratam o programa corporativo Office Software Assurance.
O diretor do programa para Office Web Apps, Nick Simons, classificou as funcionalidades do software como “modestas” em post no blog da empresa.
Inicialmente, convidados não poderão editar pela web documentos do Word, ainda que possam criar, reproduzir e editar planilhas do Excel e apresentações do PowerPoint. O programa de anotação OneNote também será adicionado à plataforma online, diz ele.
Tanto Simons como o diretor de marketing para Office da Microsoft, Michael Schultz, atrelam a sofisticação do Office Web Apps com a proximidade de lançamento do Office 2010.
A empresa ainda não definiu quando a nova versão do pacote chega às lojas, adiantando apenas que será no primeiro semestre do próximo ano. Cópias da versão de testes do Office 2010 já vazaram na internet.
O Office Web Apps funciona nos navegadores Internet Explorer 7 e 8, da própria Microsoft, no Firefox 3.5, da Mozilla, e no Safari 4.0, da Apple.
Por mais que esteja apoiada no sucesso do pacote corporativo Office, a entrada da Microsoft em serviços online de produtividade enfrentará a concorrência do Google, com seu serviço Docs, e empresas menores, como a Zoho.
Para se preparar melhor contra a Microsoft, o Google adicionou suporte a arquivos criados pelo Office nas ferramentas de edição de textos, planilhas e apresentações do Docs.
Usuários interessados podem acrescentar seus nomes à lista de notificação que a Microsoft oferece no seu site do Office 2010.
Google oferece e-mail corporativo push para smartphones
O Google anunciou nesta terça-feira (22/9) que iPhone e aparelhos com o sistema operacional Windows Mobile acessarão o serviço corporativo de e-mails da empresa pela tecnologia push.
O serviço push de e-mail está disponível pelo Google Sync, tecnologia que já sincroniza contatos e compromissos no calendário com os celulares. O Sync é gratuito para clientes do Google Apps.
A novidade é a mais recente tentativa do Google em se posicionar no setor corporativo, no qual competirá com rivais com melhores posicionamentos, como a Microsoft e a Research In Motion (RIM, fabricante do BlackBerry).
Gerentes de TI podem habilitar o e-mail push pela interface de controle do Google Apps, ainda que a ferramenta seja automaticamente configurada caso a empresa já esteja usando o Google Sync para contatos e eventos, afirmou o diretor de gerenciamento de produtos do Google, Raju Gulabani, em post no blog do Google.
Usuários do Gmail e do Google Calendar com contas pessoais também podem usar o Google Syns para atualizações de mensagens e eventos em seus celulares.
O Google já oferece um serviço que se integra ao BlackBerry Enterprise Server para sincronizar mensagens, eventos e contatos do Google Apps para smartphones BlackBerry.
