Na mesma semana em que vimos a Intel, maior e mais popular fabricante de microchips, fechar a sua histórica fábrica na Califórnia depois de aproximados 50 anos de operação e levar a sua linha de produção para mercados que possuem mão de obra mais barata, também vimos a polícia da Suíça desbaratar uma quadrilha de traficantes de drogas através da ferramenta online Google Earth da onipresente e inovadora web empresa Google. Os suíços conseguiram visualizar uma plantação de maconha do tamanho de 7500 m². A droga estava plantada em meio a um milharal e estima-se que os narco-fazendeiros já haviam movimentado US$ 30 milhões em 4 anos de plantio. Google esta que, após descontinuar algumas ferramentas menos famosas alegando como motivo a crise financeira, sinaliza com 6 bilhões de dólares para levar o serviço telefônico via VOIP Skype que a cada dia que passa aumenta a dor de cabeça das tradicionais operadoras de telefonia. Uma vez que de ferramenta de comunicação doméstica transformou-se em utilitário corporativo de telecom reduzindo muitas das vezes o custo de comunicação a zero nas empresas.
A Intel diz que as mudanças transformarão suas instalações no Vale do Silício em fábrica de idéias e inovações. Inovação também é o que propõe a Amazon que paradoxalmente começou vendendo livros na web enquanto ninguém a levava a sério. Hoje é a livraria de maior sucesso na internet e agora diz que os livros de papel serão substituídos pelo Kindle; um dispositivo eletrônico do tamanho de um livro comum, porém mais fino que um maço de cigarros e possibilita que o leitor faça anotações através de um teclado em seu corpo e armazena o conteúdo equivalente a 200 livros. Está na cara que futuramente se conectará à internet e a tudo o que há por aí. Por mais que os céticos digam que os livros de papel nunca deixarão de ser impressos, é inevitável que as próximas gerações concordem em não cortar árvores, gerar calor, permitir custos com logística e frete ao invés de receberem um título literário pelo ar. Hoje já estão disponíveis mais de 200 mil obras ao alcance público.
Incrivelmente o problema de invasões às redes sem fio foi solucionado apenas pintando paredes. A empresa EMSEC (http://emsectechnologies.com/aboutus.php) desenvolveu uma tinta que após ser passada nas paredes cria uma barreira eletromagnética dentro da área pintada e bloqueia também celulares e rádios além dos sinais de redes wifi. Quando o sinal atinge as paredes pintadas com tal tinta é refletido de volta para o emissor. Fica aí a sugestão para a turma que administra os presídios nacionais.
E também fica a dica para a polícia para que passe a usar essas ferramentas visuais que mostram o mundo como os satélites os vêem para monitorar certos plantios ilícitos.
E por apenas US$ 14.900,00 você pode levar para casa uma impressora 3D. Basta imaginar uma coisa e mandar para a impressora que ela imprime um modelo real igual ao da sua idéia. Ao invés de um cartucho de tinta é inserido um rolo de uma massa plástica que é a matriz para formar a peça desenhada no computador. Seja ela um parafuso, um boneco, uma ferramenta, um carrinho ou qualquer coisa. Você pensa e Uprint.(http://www.dimensionprinting.com/3d-printers/3d-printing-uprint.aspx).

Opa! Pessoal! que tal começar o ano, mudando de emprego? Vindo para uma empresa sólida e com mais de 100 anos de história? Claro que estou falando da IBM. Apesar da crise financeira a IBM foi uma das multinacionais que não sofreu com a crise. Pelo contrário em algumas áreas houve crescimento devido a crise.
No blog do Juliano Martins (Arquiteto TI – IBM) vocês podem conferir as áreas disponíveis. Somente para adiantar temos vagas para SP, Hortolândia, homeoffice etc.
Quem tiver interesse favor me enviem o curriculo, caso encontre uma vaga de acordo com seu perfil, receberá um contato de imediato.
Um detalhe todas as vagas precisam de INGLES no minimo intermediário.
o que seria intermediario para IBM?
- Listening:capaz de participar das reuniões
- Speaking:capaz de dar uma resposta coerente
- Read/Write:capaz de ler e escrever
Os curriculos sem inglês serão descartados automaticamente.
Já faz mais de dez anos que tramitam no Congresso Nacional diversos projetos visando à regulamentação das profissões de TI em geral. Alguns referem-se à determinada função específica, como, por exemplo, regulamentando apenas a profissão de analista de sistemas. No entanto, apesar do grande volume de projetos, não existe consenso de que seja uma medida benéfica para o conjunto da sociedade.
Há mais de dez anos, a SBC (Sociedade Brasileira de Computação, associação que congrega os professores dos cursos de computação no país) tem se manifestado de forma contrária à regulamentação. Ainda assim, o volume de projetos de lei em tramitação referentes a esta matéria cresceu nos últimos anos, o que indica, na minha avaliação, a necessidade de chegarmos, de uma vez por todas, a um consenso a respeito do tema.
Do ponto de vista constitucional, as profissões a serem regulamentadas são aquelas cujo exercício representa um risco para a sociedade (quando exercidas de forma incorreta). É verdade que o software de controle de uma central nuclear, ou de uma aeronave, representará um risco para a sociedade se ele falhar. Mas, ao mesmo tempo, a falha de muitos outros tipos de softwares, como os jogos ou os sistemas de previsão meteorológica, não representa risco para a sociedade.
Podemos concluir, então, que algumas aplicações da Tecnologia da Informação, de fato, representam risco para a sociedade. Porém, isto não justifica pagarmos o custo de regulamentar todas as atividades de TI. Precisamos encontrar uma solução intermediária para aumentar o nível de confiança da sociedade apenas quando necessário, sem gerar custos desnecessários ou um “engessamento” do mercado de trabalho.
Assim, torna-se inaceitável querer encerrar a discussão tachando o tema de “inconstitucional” – posição adotada por algumas entidades do setor, assim como a posição de alguns sindicalistas (tanto do lado dos sindicatos patronais quantos dos de trabalhadores) interessados na criação de mais um “cartório” (embora os argumentos públicos deles obviamente sejam outros).
Outro grupo de interesse que tem se posicionado a favor da regulamentação é o das universidades particulares com cursos na área. Para estas instituições de ensino, a regulamentação tornaria os cursos mais atraentes, já que facilitaria o acesso dos formandos ao mercado do trabalho. Por outro lado, sabemos que entre um terço e metade dos profissionais que atuam em TI no país não possuem formação específica em cursos superiores. E, mesmo assim, já há severas restrições quanto a falta de profissionais na área.
Todos os projetos de regulamentação fixam um prazo de experiência mínima (cinco anos, em vários casos) para permitir que estes profissionais continuem na profissão após a entrada em vigor da nova lei. A partir desta exigência, questiona-se: e os demais profissionais? Eles serão demitidos compulsoriamente? Vamos ter mais uma lei que não vai “vingar”? E as empresas constituídas por profissionais com este perfil? Serão obrigadas a fechar suas portas?
Segunda conclusão: qualquer que seja o projeto aprovado é preciso muito cuidado com as regras de transição para a nova situação a ser criada.
Outra conclusão óbvia é que a criação de Conselhos Profissionais que exijam contribuição das empresas e/ou dos profissionais terá que ser uma despesa que tenha contra-partida: não pode apenas “engordar” os cofres do dono do cartório.
Analisando as conclusões acima, parece-nos que qualquer tipo de regulamentação compulsória, geral e irrestrita trará mais problemas que soluções para as atividades de TI no país. De outro lado, a permanecer o “vácuo” legal, continuará a existir a “tentação” de criar cartórios por meio de projetos de lei “patrocinados”.
Assim, está na hora de progredirmos na criação de regras que, embora não sejam as “ideais” para nenhuma das partes, sejam as melhores para atender aos interesses coletivos: em determinadas situações, é preciso contar com profissionais “homologados”; a “homologação” não pode ser obrigatória, de forma a evitar transtornos no mercado de trabalho; ninguém deseja mais um cartório com “dono”.
Dentro destes interesses coletivos, parece-nos que a melhor solução é a criação de um Conselho Profissional composto pelas entidades empresariais de TI, os sindicatos e as associações acadêmicas, que crie homologações voluntárias para as funções de TI, iniciando por aquelas que podem ser consideradas de risco em determinadas aplicações. As contribuições, neste caso, servirão para custear o processo de homologação (prefiro não usar a palavra certificação) e poderão, conforme o caso, ser absorvidas pelas empresas ou pelos profissionais, de acordo com sua vontade e/ou conveniência.
Finalmente, cabe observar que a criação de uma homologação nestes moldes nos permitiria continuar a competir, no mínimo, em pé de igualdade com aqueles países onde as profissões de TI não são regulamentadas. De outro lado, teríamos um argumento para provar que nossos profissionais são melhores que os dos “outros”, que não regulamentaram a atividade.
Depois de vários anos percebo que um grande número de programadores simplesmente não entende o Método Científico. Atualmente discutimos bastante sobre agilidade, sobre como fazer testes, TDD é importante. Em “testes” existe algo que deveria ser óbvio mas parece que não é. Existe um passo que considero muito importante que é a experimentação.

Da mesma forma como muitos usam “falta de tempo” como desculpa para não fazer testes, a mesma desculpa é usada para não testar hipóteses via experimentação (a maioria sequer entende que deveria estar experimentando hipóteses). O que estou falando aqui é sobre criar provas de conceito, “pedaços” do que você quer desenvolver que potencialmente será jogado fora. O “jogar fora” é a parte que deixa os programadores (e os gerentes) arrepiados. “Mas isso é perda de tempo, trabalho jogado fora! Inaceitável!”. Esse pensamento faz as pessoas pensarem que toda linha de código escrito necessariamente precisa estar na aplicação.
Novamente, é o errôneo pensamento que precisamos acertar tudo da primeira vez, a cultura de que tentativa-e-erro é errado. Pois bem, estou aqui dizendo que errado é pensar que sempre vamos acertar da primeira vez. Na maioria dos casos vamos errar todas as primeiras vezes.
Cargo Cult
Depois da Segunda Guerra, tribos aborígenes religiosas do sul do Pacífico construíam réplicas de aviões e pistas de pouco militares na esperança de chamar novamente os “aviões-deuses” que lhes trouxeram tantas cargas maravilhosas durante a guerra . É exatamente o que a maioria dos progradores costuma fazer: como que num ritual incluem diversas estruturas de programação sem entender muito bem porque estão fazendo isso, apenas sabem que “deveriam”. São os programadores que tentam encaixar Design Patterns em lugares desnecessários, colocam comentários em código que por si só já é auto-explicativo. Recentemente são os tipos que praticamente se ajoelham perante “Dependency Injection” sem realmente entender porque. (fonte: Wikipedia)
Ser modista não é algo ruim como muitos pensam, o ruim é simplesmente aplicar as coisas (novas ou velhas) sem entender a razão. O que ensinam na escola hoje em dia? A principal função da educação deveria ser o raciocínio, mas numa cultura educacional baseada em decoreba, as pessoas simplesmente aceitam tudo que decoram e não sabem bem sequer porque decoraram, simplesmente que “alguém superior” disse que aquilo é verdade e, “portanto”, deve ser aplicado.

Lembram das discussões sobre porque certificações são nocivas? Este é um dos motivos. Para os que já são racionais, claro, não faz diferença nenhuma. Mas para uma grande massa de pessoas que não raciocinam, o resultado final é simplesmente cargo culting.
A maioria das pessoas lê tutoriais, alguns livros, assiste alguns workshops e já acham que estão aptos a executar a tarefa. Na maioria dos casos simplesmente executam o bom e velho “copy e paste” mental. Cospem na aplicação todos os códigos que aprenderam. Eu já vi quem escrevesse algo assim:
if ( a == b ) {
return true;
} else {
return false;
}
Nada de errado nisso, mas é incrível como muitos ficam surpresos quando dizemos que a linha seguinte faz a mesma coisa:
return (a == b);
Em si, esse pequeno código é inofensivo. Mas perceba a sutileza: o programador não sabe porque está fazendo isso. Apenas sabe que tem que fazer. Quer algo pior? Já vi (em diversas linguagens), programadores que fazem o seguinte:
$dbname="meu_banco";
$chandle = mysql_connect("localhost", 'root', 'root') or die("Falhou");
$query1 = "select * from tabela";
$result = mysql_db_query($dbname, $query1) or die ("Falhou");
while ($row = mysql_fetch_row($result)) {
$field = mysql_fetch_field($result, 1);
if ( $field == 'foo' ) {
echo "encontrei!";
break;
}
}
Esse é o típico What the F*ck!?
Novamente, um código que “executa”. Em algumas linguagens, esse seria um tipo de código que “compila”, sem problema nenhum. Porém, quem não entendeu o problema gravíssimo desse código, precisa retornar ao primeiro ano da faculdade.

Cegueira
“Repita uma mentira por tempo suficiente e logo ela se torna verdade.”
Existem muitos livros ruins, tutoriais ruins, professores ruins e toda corja de maus elementos que disseminam más práticas. Porém, a maior culpa é de quem se deixa enganar. Pessoas que simplesmente aceitam tudo que lhe dizem, sem o mínimo de ceticismo, são culpadas pela própria ignorância.
É exatamente porque até hoje temos horóscopos impressos nos jornais em vez de uma coluna científica: porque existem muito mais leitores interessados em se enganar do que em saber coisas chatíssimas, como a realidade.
Em tecnologia é a mesma coisa:
- Windows deve ser melhor porque é o líder do mercado (ignorando que a Apple, mesmo com “míseros 8%” fatura tanto quanto a Microsoft, ou mesmo coisas como que 1/3 do Brasil já usa Firefox)
- Java deve ser melhor porque é o líder do mercado ou, PHP deve ser melhor porque grandes sites usam (não preciso nem discutir)
- Threads é a melhor maneira de se criar código concorrente (ignorando – por preguiça – as vantagens da programação funcional)
- O melhor jeito de gerenciar dados é com bancos de dados relacionais (ignorando – novamente por preguiça – toda a gama de bancos não-relacionais que estão ganhando terreno)
- Linguagens estáticas são melhores porque dá para compilar (ignorando – aqui, por pura burrice – as enormes vantagens produtivas de linguagens dinâmicas)
- Programação orientada a objetos é o ápice das técnicas de programação (ignorando que esta é apenas uma das dezenas de paradigmas que existem, como programação funcional)
- Rails não escala (sério? quem ainda repete isso prova que é um amador)

Todos tem centenas de idéias pré-concebidas como essas. Coisas que ouviram de alguém ou leram em algum lugar (normalmente de reputação duvidosa) e agora simplesmente passam a repetir estupidamente sem absolutamente nenhum argumento que sustente suas crenças. Ou melhor, essas pessoas acham que a fonte de onde tiraram isso (a tal fonte duvidosa) é base suficiente para continuar repetindo.
Em programação ou em qualquer outra área social: se você tem qualquer crença que não consegue argumentar (e sustentar o argumento), pesquise melhor. Se sua crença não se sustenta perante argumentos em contrário, jogue-as fora, pois não lhe servem de nada. Todo mundo se acha “mente aberta”, eu discordo, a maioria é bastante fechada. Se duvida disso, repense em tudo que acredita e argumente-se contra você mesmo. Se fizer direito vai notar que a maioria das coisas em que acredita simplesmente não tem fundamento.
Método Científico
Uma pessoa cuidadosa precisa praticar o básico do método científico diariamente. Nosso dia-a-dia é uma sequência de tomadas de decisões, algumas pequenas, outras enormes. Decisões nunca devem ser tomadas por base em idéias pré-concebidas. É onde acontecem os erros.
Não quer dizer que a intuição não deva ser usada. Porém, intuição é uma conclusão rápida baseada em experiência. Se suas experiências diárias foram metodicamente racionais por muito tempo, sua intuição tende a ser mais sólida. Mas se suas experiências diárias são baseadas em superstições, simpatias, pseudo-ciência, cargo culting e idéias pré-concebidas, sinto lhe dizer: sua intuição é uma droga.
Leia esta definição da Wikipedia. É extensa, completa e requer um bom tempo de reflexão. Porém, o que mais me interessa está resumido aqui.
Como todo bom processo, esse também é iterativo, ou seja, ela prevê um retorno de etapas para refinar o conhecimento.

Os passos são bem simples e podem ser executadas rapidamente ou podem ser mais demoradas e detalhadas. O importante é: de face a uma questão, execute esses passos pelo menos mentalmente. É o mínimo do mínimo para se tomar uma decisão educada.
- Faça a pergunta – essa fase é importante! Faça a pergunta errada e vai encontrar a resposta errada. Não é de hoje que as pessoas perdem tempo explorando respostas que não tem relevância porque a pergunta não estava correta. Pense na pergunta como uma User Story num Backlog ágil: veja se é prioritário, veja se é necessário. Não perca tempo tentando responder perguntas irrelevantes.
- Faça Pesquisa – antes de mais nada, pesquise o assunto. Não perca dias nisso, às vezes poucos minutos no Google podem ser suficientes. O importante nessa etapa, para mim, é a parte do “pare, pense, continue”. A maioria das pessoas é apressada demais, essa é a etapa para parar por um segundo e ganhar mais conhecimento antes de continuar.
- Construa uma Hipótese – normalmente quando você faz uma pergunta, já deve ter uma ou mais possíveis respostas. O importante na primeira etapa, quando você formulou a pergunta, é não se ater a idéia pré-concebidas. Considere que o que a maioria das pessoas acha que é “verdade” na realidade não passam de hipóteses. Uma hipótese é nada mais, nada menos do que a mera sugestão de uma explicação.

- Teste com um Experimento – eis a etapa mais importante. Experimentos precisam ser repetitíveis, ter critérios muito bem definidos. Se duas pessoas realizarem o mesmo experimentos, para que a hipótese seja não-falsa, os resultados tem que ser os mesmos. Note que eu disse não-falso, e não verdadeiro. Verdade é algo muito forte. Eu normalmente não considero que estou perto de qualquer verdade. Às vezes apenas aceito que minha hipótese ainda não foi falsificável. Essa é a parte crucial: em programação, crie provas de conceito, pedaços de código que você escreve apenas para testar sua hipótese mas que pode ser simplesmente jogada fora depois. Nem faça isso no mesmo código do seu projeto: crie um ambiente separado para isso. Não misture as coisas.
- Tire conclusões – baseado em tudo que fez acima, você vai provar ou desprovar sua hipótese. Assuma que você pode certamente provar que sua própria hipótese era falsa. Nesse caso retorne ao segundo passo, reformule uma nova hipótese e tente novamente! Isso é ser mente aberta: quando você mesmo se prova errado e imediatamente parte para buscar uma nova resposta.
- Comunique seus resultados – o tipo de aplicação que estou falando aqui é algo bem informal, apenas o mínimo para que você pelo menos tenha “algum” (provavelmente não todo) embasamento no que está fazendo. Mas se for algo mais complexo, onde você realmente investiu mais tempo e foi mais detalhista, talvez seja um assunto que interesse a mais gente. Divulgue seus resultados entre seus colegas, pelo menos. Se você investiu tanto tempo, provavelmente a resposta deve ser importante, nesse caso também é importante que outras pessoas tenham a chance de tentar desprovar seu resultado. Não é tão importante quem chegue às mesmas conclusões (quantidade de pessoas não significa nada). É muito mais importante se alguém conseguir desprovar sua conclusão. Nesse caso, jogue fora a hipótese. Comece novamente.
Pessoas
A maioria das pessoas pode ser definida da seguinte forma:
- Tem idéias pré-concebidas – ouviram de outras pessoas (que, acham elas, tem credibilidade). Só porque uma pessoa tem alguma credencial, é alguma celebridade, fala bonito, se veste bem ou seja lá por qual motivo você acha que ela “deve” ser ouvida, não quer dizer que ela saiba toda a verdade. Muito pelo contrário, essa outra pessoa pode ter várias idéias pré-concebidas. Ouça sim o que elas tem a dizer, mas guarde tudo numa caixinha na sua cabeça chamada “a verificar” e siga em frente.
- Não gostam de ser desprovadas – ninguém gosta de assumir que está errado. Em primeiro lugar isso mata o ego, em segundo, destrói a auto-estima. Portanto uma pessoa ignorante tentará se segurar à sua mentira particular até as últimas consequências. São pessoas de fundação fraca. Construa sua fundação sobre diversas meias-verdades, quando uma cair, tudo cai. Esse é o maior risco.
- Não gostam de perder tempo – e aqui “perda de tempo” é absolutamente relativo. A maioria das pessoas fazem “economia-porca”. Testar e experimentar, ou melhor, “não fazer nada imediatamente” é considerado perder tempo. Mas eu chamaria isso de “salvar o tempo futuro”. Somos um pouco mais cuidadosos agora para que amanhã eu não precise correr. É um balanço: não faz sentido se preparar por 15 dias num projeto que só tem 20 dias. Mas faça o mínimo. Pare por um segundo, pense, se tiver dúvidas, experimente, depois prossiga.

- Não gostam de coisas novas – existe outro conceito muito errado de “custo”. Muitos acham que porque investiram tempo estudando um determinado assunto, esse tempo/dinheiro “investido” não pode ser perdido e portanto precisa insistir no mesmo assunto. É o que já escrevi uma vez sobre A Falácia do Custo Perdido. Se você já tem um prejuízo, a maior burrice é insistir no mesmo prejuízo. É muito mais inteligente considerar esse custo como perdido e simplesmente mudar de direção e seguir em frente.
- Fazem apenas o que lhe dizem para fazer – se ninguém ordenar para testar, não se testa. Se ninguém ordenar para criar uma prova de conceito, não se cria. Se ninguém mandar se preocupar com segurança, o código sai cheio de buracos. Se ninguém mandar automatizar testes, ninguém automatiza. É impressionante a quantidade de Lemmings que temos nos projetos. Primeiro porque tudo que deveria ser obrigação não é feito, segundo porque se o chefe mandar atirar no próprio pé, eles atiram! Novamente, falta de raciocínio.
- Fazem o desnecessário – mesmo parecendo paradoxal, complementando o comportamento acima, de não fazer o que é necessário, por causa de idéias fixas pré-concebidas, as pessoas de fato acabam perdendo tempo fazendo coisas totalmente desnecessárias, porque alguém a quem eles consideram “de credibilidade” disse que deveria ser feito. É um comportamento que eu não entendi ainda, mas que eu vejo o tempo todo e nega tudo que eu disse acima: é o caso quando alguém resolve escolher uma tecnologia totalmente idiota por alguma razão inexplicável. Perde um bom tempo não fazendo o que é realmente prioritário no projeto. Não se faz nenhuma prova de conceito para testar a hipótese e já se sai programando “achando” que vai dar certo. No final, o projeto está atrasado e cheio de código que simplesmente vai ter que se jogado fora porque realmente não serve para nada.
Acho que tudo isso é mesmo consequência da falta de prática das pessoas em raciocinar. É um comportamento irracional, complicado demais, cheio de erros básicos mas que por alguma razão ninguém acha que está errado.
Lembro de um documentário do bom e velho Richard Dawkins onde ele fala sobre um cientista que passou anos estudando uma teoria (não lembro qual). Daí um outro jovem cientista o provou errado. Ele olhou para o jovem e disse algo como “muito obrigado”. Esse é o comportamento racional. É muito difícil provar alguma coisa como verdadeira, é mais simples provar que é falsa. Se alguém o provar falso, agradeça, isso está efetivamente evitando que você perca tempo futuro, o que é importantíssimo!
E sempre que entrar num novo projeto, não assuma que você sabe o que precisa fazer, ou mesmo que “precisa” saber o que fazer. Assuma que você não sabe! Crie hipóteses, discuta, experimente, ganhe segurança real e só então faça o que precisa ser feito. Não há nenhum problema nisso. O problema é assumir que você sabe o que vai fazer e depois de desperdiçar o tempo de todo mundo, finalmente ficar evidente que estava errado o tempo todo!
Não desperdice o tempo dos outros!

Referências:
Eu repito várias vezes que eu não sei o que é verdade. Respondo “não sei” toda vez que me fazem algum tipo de pergunta esperando uma resposta absoluta. “O Rails vai vingar?” Esqueçam esse tipo de pergunta: prever o futuro é difícil. Se alguém lhe dá uma previsão de futuro, ignore! É muito provável que ela não tem nenhuma idéia do que está falando.
Parte desse tipo de pergunta é o comportamento que falei acima de que as pessoas acham que precisam acertar sempre e não gostam de ser provadas erradas. Na pior das hipóteses, o caminho que você tomou para se provar errado lhe deu mais conhecimento e experiência. Isso é mais importante do que encontrar uma verdade.
Eu já falei sobre Razão em alguns outros posts como:
Conclusões
Meu objetivo neste post é tentar aprimorar a importância da experimentação. Eu não sei a verdade, qualquer um pode postar um comentário aqui com dezenas de argumentos em contrário. Essa pessoa estará perdendo o foco aqui (e certamente seus “argumentos” serão apenas citações de idéias pré-concebidas). É irrelevante tentar pegar detalhes no texto e demonstrar erros. O importante aqui é que o profissional precisa entender que idade, quantidade de anos numa área, certificações/carteiradas são completamente irrelevantes na hora de se resolver problemas. No final somos todos amadores e, como tal, precisamos voltar ao zero e rever nossas hipóteses.
Um exemplo prático: quando conversei com John Straw (YellowPages.com) em São Francisco, uma coisa que eles fizeram que nem toda equipe faz foi um extenso due diligence. Eles levaram 22 meses para criar o projeto original do YellowPages.com em Java. Resolveram parar por 4 meses, criar protótipos, provas de conceito, testar hipóteses (Qual framework usar, Rails, Django ou Seam? Qual arquitetura usar? SOA, EJBs, etc? Quanto tempo leva para a equipe se acostumar à nova tecnologia?) e só depois que ganharam segurança no que estavam fazendo, começaram a implementar de verdade. Daí foram apenas mais 4 meses para terminar. Entenderam? Os primeiros 4 meses não foram perda de tempo: foi um “seguro”, uma maneira dos 4 meses seguintes não se tornarem 20.
Como eu disse ano passado: “Seja Arrogante, mas mereça ser arrogante!”. Seja arrogante para si mesmo a ponto de questionar você mesmo e realmente ganhar! Você pode enganar os outros, mas enganar a si mesmo não tem muita vantagem. Não existe melhor inquisitor para você do que você mesmo. Se estiver errado, excelente! Um caminho errado a menos: procure outro e comece novamente.
Repetindo: não foi com idéias pré-concebidas que chegamos à Lua.

Apesar das notícias de recessão econômica – por conta do cenário de crise financeira internacional –, muitas empresas multinacionais vão manter os investimentos em tecnologia da informação das subsidiárias brasileiras, por conta do País acenar com melhores perspectivas de negócios do que outros territórios.
A Kimberly-Clark Brasil, por exemplo, não pretende mexer no planejamento de TI para 2009, o qual tinha sido desenhado em julho último. Assim, a companhia deve incrementar em 2% o orçamento da área. “A América Latina ainda tem projetado crescimento para o próximo ano, de forma que os investimentos serão mantidos”, afirma o gerente de informática da companhia no País, Paulo Biamino.
Ainda segundo o executivo, a corporação deve adotar a mesma estratégia para todas as subsidiárias localizadas nos países em desenvolvimento, que, no caso da Kimberly-Clark, incluem BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), Indonésia e Turquia.
Entre os investimentos de TI previstos pela fabricante para o País está a instalação de dois novos equipamentos de última geração para produção de fraldas. “Elas têm muita tecnologia embarcada e nos permitem a integração com a rede”, informa Biamino, que acrescenta: “De São Paulo poderemos cuidar das máquinas instaladas na cidade de Suzano (interior de SP)”.
A empresa ainda fará um grande aporte para a implementação de uma rede de telecom com alta disponibilidade, redundância e alta capacidade de recuperação. Ainda como plano para 2009, a companhia planeja a adoção da nota fiscal eletrônica.
A opção da Kimberly-Clark de manter os investimentos em TI no País não é uma decisão solitária. Segundo o CIO de um grande banco internacional instalado no Brasil, as empresas conseguem ver oportunidades no mercado nacional para continuar investindo. No entanto, ele destaca que muitos dos seus colegas que comandam equipes de TI já admitem que a situação está difícil e, inclusive, alguns já começaram a fazer cortes de pessoal.
Para o executivo, no entanto, esse é um momento de redução dos custos operacionais, mas não de cortes nos investimentos em tecnologia, que, no caso específico do banco desse CIO, devem crescer em 2009.
Na mesma linha, Biamino aponta que o grande impacto da crise tem sido a necessidade de diminuir despesas – e não, necessariamente, os orçamentos de TI. “Nossos insumos são em dólar, por isso estamos trabalhando com uma forte gestão de custos”, detalha o executivo, que trabalha na contenção de gastos e na revisão de práticas e procedimentos.
Também nessa linha, o executivo do banco consultado pela CIO, diz que têm flexibilizado alguns processos. Como exemplo, ele cita que, em vez de incorporar novos funcionários à área de TI, aposta em contratos com consultores para suprir necessidades temporárias. “Assim, trabalhamos com custos variáveis, em vez de fixos”. Ele também avalia a terceirização como uma boa opção, caso a empresa entenda que requer muita disciplina e governança.
Para começar precisamos determinar o que é um projeto consistente, podemos entender que um projeto consistente é algo com o intuito de servir, melhorar, dinamizar, melhorar outra coisa, pode ser um processo, um software, um hardware, enfim algo que deverá atender a uma demanda de uso de outras empresas ou usuários.
Tecnologia a seu serviço e não o oposto
É muito comum verificarmos que em diversas áreas existem profissionais bons, outros excelentes porém grande maioria são mediocres, o que o torna um mediocre?, você saber algo porém não o suficiente para causar alguma mudnça, enfim você é mais um. Vejamos um exemplo, não pensemos que os mediocres estão apenas nos cargos menores, a mediocridade esta na capacidade ou incapacidade de resolver algo. Lembro-me de meu primeiro chefe, coordenador de um CPD em 1996, utilizando o que de melhor havia no mercado, um Pentium 100 com windows 95, para se ter idéia o computador era algo muito caro e nosso querido chefe só sabia utilizar o Dbase e o Word, estava desperdiçando o recurso, desperdiçando dinheiro.
Hoje a realidade não é diferente, mais de 80% das pessoas mal sabe utilizar um computador, visto que mal sabem usar os recursos que ele oferece. Um notebook ou desktop que pode ser encontrado no mercado ao lado de refrigerantes ou dos caixas é como uma escopeta nas mãos de alguém que nunca pegou em uma arma de fogo, a pessoa atira e pode matar mas não tem consistência no que faz. Muitas pessoas vivem para o computador, MSN, Orkut, Flicker, Plaxo, Blog, Wordpress, muitos destes você conhece mas será que tem utilizado da maneira certa?, quais foram os artigos úteis que você leu recentemente?
Metodologias, frameworks, gerenciamento de projetos e processos, muitos destes títulos todos ja ouvimos ou esbarramos por eles na internet, mas qual o seu objetivo?
- Proporcionar novas formas de efetuar o seu trabalho cada vez melhor.
Quantos softwares temos em nossas máquinas e só foram usados uma ou duas vezes, graças ao fato de que não temos paciência para aprendermos a lidar com a ferramenta, isto difere o mediocre do bom e o afasta do excelente.
Tecnocracia não é o governo tecnológico mas a soma de TECNOLOGIA+BUROCRACIA, que no final emburrece, atrasa, e ninguém resolve pois algo simples precisa ser realizado por 10 pessoas quando 2 dariam conta. A autonomia começa na capacidade de buscar resolver um problema. Se John Lennon estivesse vivo ele faria uma nova versão de sua música e acrescentaria: “…Imagine se o atendente de telemarketing entendesse meu problema e pelo menos tentasse resolver ou me informasse de uma única vez quem vai resolver é ….” e também “… Imagine se meu chefe ou meu assistente entendesse o que esta acontecendo a sua volta e de verdade me ajudasse”, isto seria um mundo perfeito e o mundo não é perfeito,
Quer ter mais tempo ? Aprenda a utilizar e a extrair melhores resultados das ferramentas que você possui, incluindo a internet, ser excelente em Office pode não garantir algo muito melhor mas te separa da maioria dos mortais, Excel+Visio+Project+One Note+Info Path podem significar pouco para os que não sabem o quanto podem explorar, Lotus Notes, ISA Server, Sharepoint, SQL, Oracle, podem simbolizar mais $$$$, desde que você seja excelente com eles.
Não é necessário gastar milhões em certificações, livros, tutoriais, no entanto é necessário ser bom em algo, se for muito bom, você só tem a ganhar, sua empresa e seus colegas também. Quando fizer algo: no início você entende, depois você inicia um trabalho, depois o aprimora, melhora ainda mais, revisa e entrega. Se seguir esta receita, não erra na prova, não passa mal no dia do TCC, nem passa raiva e nem faz o professor ficar nervoso, se for na empresa poderá ter vantagens que os demais mortais não tem, pois se tornou uma referência, para começar com o salário.
Vamos falar sobre a profissão de Game Art.

Um Game Art deve vir a quebrar regras, subverter padrões, ter um papel questionador frente a propositivas, experimentar novas sensibilidades, lançar novas hipóteses, sensações, propor outras relações, interferir, re-editar e criticar o seu próprio modelo criativo, enfim, que trate de uma reflexão estética e flagre esta sua condição, exercendo sua natureza artística.
Pesquisado em alguns blogs, sites especializados e artigos em geral na web, as seguintes descrições foram encontradas:
Para Matteo Bittanti (2006), no artigo “Game Art, (this is not) A Manifesto, (this is) A Disclamer”, gamearte é qualquer arte na qual games digitais desempenharam algum papel significante na criação, produção, e/ou exibição do trabalho. E a arte resultante pode existir como um game, uma pintura, uma foto, som, animação, vídeo, performance ou instalação.
Mas, para Lúcia Leão (2005), “a denominação gamearte se refere a projetos de caráter estético que se apropriam dos games de modo crítico e questionador, propondo reflexões inusitadas. (…) Os projetos de gamearte se fundamentam em três grandes questões: a subversão crítica dos usos, sentidos e objetivos de games conhecidos; o ato de jogar (play) e uma interatividade complexa composta por várias etapas de interação (fases)”.
Andrew Hieronymi (criador da instalação ‘MOVE’, que esteve no File Rio 2007) afirma que Gamearte é um ponto de intersecção e interação que está situado entre arte interativa, mídia interativa e os videogames.
No Brasil, Suzete Venturelli fala em seu site sobre gamearte:
“Gameart é uma pesquisa que vem realizando no Laboratório de Pesquisa em Arte e Realidade Virtual da Universidade de Brasília, onde procura na linguagem dos jogos eletrônicos desenvolver uma poética artística interativa e de compartilhamento de espaços virtuais em instalações e na rede mundial de computadores. Contemplando idéias contemporâneas de intervenção no contexto político, social e urbano o Gameart está apoiado em fundamentos teóricos originados das áreas da ciência da computação, da arte e da comunicação. A poética é marcada pela reflexão onde o lúdico simula situações ou testa a ruptura e desconstrução de modelos”
(VENTURELLI, 2008, in http://www.suzeteventurelli.ida.unb.br/gamearte.htm).
Claro, existem muitas definições, mas todas possuem a mesma idéia de que a criação, produção e exibição de resultados é altamente influencia pelo Game Art.
Existem diversos fatores importantes na hora de encontrar um emprego Open Source, para facilitar o entendimento vamos comentar primeiro um pouco sobre os perfis de empresas e profissionais e depois entender como conseguir uma oportunidade de emprego Open Source e por fim algumas dicas para se dar bem em uma entrevista para um emprego.
Tenho certeza que muitos irão discordar parcial ou totalmente dos meus conceitos, porém posso afirmar com plena convicção que tenho encontrado muitos negócios, contatos e oportunidades no universo Open Source desta maneira, então antes de discordar totalmente tente usar um pouco deste conceito e já que estamos falando de Open Source, porque não tentar OpenMind durante esta leitura.
Perfil das Empresas Open Source
Atualmente existem muitas empresas investindo e trabalhando com tecnologia Open Source, porém a grande maioria são micro e pequenas empresas com perfil arrojado, ou seja, empresas que não tem nada a perder, pois o objetivo principal é vender produtos e serviços com preços mais acessíveis e por sua vez concordam parcial ou completamente com a “ideologia” Open Source.
As empresas de tecnologia Open Source atuam principalmente nas áreas de Networking e Web Development. Dia-a-dia ouvimos comentários de que grandes empresas estão abrindo suas portas para o Open Source, porém as micro e pequenas empresas concentram a maior parte das oportunidades de trabalho, então na hora de buscar uma oportunidade esqueça o nome da empresa e dê prioridade às menores empresas, pois suas chances crescerão naturalmente.
Perfil do profissional Open Source
Empresas que adotam soluções Open Source precisam de profissionais que participem da comunidade Open Source, pois seria uma grande tolice contratar alguém que não faz nem idéia do que é Open Source.
O profissional Open Source tem algumas particularidades, veja:
- é um Geek (viciado em informática);
- usa Linux ou conhece um pouco do assunto;
- normalmente é auto-didata;
- costuma ser criativo e inventivo;
- tem tendência ao ativismo e movimentos ligados à tecnologia.
O maior diferencial dos profissionais ligados à tecnologias com código aberto é que a grande maioria deles são auto-didata. Isso não quer dizer que faculdade e cursos são menos importantes, mas ser auto-didata é uma vantagem estratégica. Leve em consideração que no universo Open Source surgem novas soluções e programas quase que diariamente e as empresas precisam ser ágeis, sendo assim esta capacidade atrelada ao baixo custo do Open Source é revertida naturalmente em mais oportunidades de negócios para a empresa.
Encontrando um emprego no universo OpenSource
Vamos desviar um pouco de nosso assunto principal e falar sobre o conceito de reputação. A forma mais fácil para se conseguir uma oportunidade de emprego em uma empresa Open Source está sob nossos olhos, entretanto somos cegos o bastante para não reconhecê-la. A resposta é simples e resume-se no conceito de reputação. Enquanto conversava com um amigo, Hernani Dimantas, autor do livro Marketing Hacker a Revolução dos Mercados (www.marketinghacker.com.br), ele me contou sobre o conceito de reputação e isso mudou radicalmente minha atitude com relação às comunidades.
A reputação corresponde à soma de seus conhecimentos, contatos, princípios, carisma e idéias. Existem dezenas de iniciativas que podemos tomar para formar e lapidar nossa reputação.
- podemos dizer que sua contribuição aqui no Viva o Linux com artigos, dicas, perguntas e respostas corresponde ao seu conhecimento.
- aqueles seus amigos de outras empresas somados aos seus conhecidos e todos aqueles outros que conhecemos no icq, irc e fóruns fazem parte do nosso universo de contatos.
- nossa postura diante da comunidade expõe nossos princípios e também nosso carisma.
- os assuntos que costumamos comentar correspondem às nossas idéias.
Vamos lembrar que tudo isso converge para compor nossa reputação. Agora, onde isso entra na busca de um emprego?
Empresas que investem em tecnologia Open Source, buscam profissionais de boa reputação por uma razão óbvia, “Por que contratar um profissional que passou a vida no mundo proprietário se o nosso negócio é Open Source!“. Então podemos considerar que nossa reputação é o currículo perfeito do profissional Open Source.
Vou sugerir um exemplo prático e rápido para verificar a reputação de determinado profissional.
- vá até o google (www.google.com);
- digite “Fábio Berbert de Paula” e veja quantos resultados aparecerão.
Note que se olharmos o material exibido perceberemos que o Fábio conhece de PHP, Vim, participa de fóruns de universidades, por sua vez tem facilidade de integrar-se com equipes e espírito colaborativo. Estas são conclusões primárias, isto quer dizer que se analisarmos melhor o conteúdo do resultado da busca, podemos concluir sem mesmo conhecer o Fábio se ele é o profissional que a empresa busca.
Então podemos concluir que sua reputação é fator preponderante para conseguir oportunidades de emprego, freelance ou negócios. Se quiser uma oportunidade para trabalhar com tecnologia Open Source, é necessário participar da comunidade e por sua vez as oportunidades vão surgir naturalmente.
Encontrando um emprego no universo OpenSource
Podemos considerar que as vagas mais interessantes não são divulgadas nos classificados ou sites de empregos, mas estas vagas são ocupadas por profissionais indicados, ou seja, contatos.
Agora vamos nos recordar do que comentamos sobre reputação e que as empresas de tecnologia Open Source são em sua maioria micro e pequenas. Quando uma empresa Open Source quer contratar um profissional especializado em determinado assunto, normalmente busca uma recomendação de um amigo ou da comunidade e aí entra a sua reputação dentro da comunidade.
Para encontrar mais oportunidades é necessário possuir contatos e para conquistar mais contatos é necessário carisma. Leve em consideração que existem duas formas para se destacar em um comunidade, a primeira é simples e corresponde diretamente ao seu conhecimento. Já a segunda é mais complicada e por sua vez mais frutífera, é o seu carisma. Membros que se destacam pelo carisma conseguem muito mais indicações e recomendações do que aqueles apenas técnicos, afinal de contas gente simpática faz bem para qualquer ambiente. Sendo sucinto é importante ter um pouco de cada coisa, ou seja um bom técnico e carisma mediano.
Eu tenho uma quase-mini-micro-empresa e posso afirmar com total convicção que depois que comecei a participar de comunidades surgiram diversos novos contatos e oportunidades. De onde apareceram? Aqui na internet, no Viva o Linux, na lista de PHP e por ai vai.
Freelancer Open Source
Esse é o tipo de “emprego” mais comum no universo Open Source, pois leve em consideração que muitas das iniciativas Open Source são produzidas por pessoas físicas, ONGs entre outros tipos de “empresas”, então se faz necessário a contratação de profissionais de qualidade para executar trabalhos temporários. Ai surge novamente a palavra reputação. A sua reputação vai determinar quantas oportunidades poderão surgir, tenha em mente o seguinte, quanto mais fácil for para o contratante te encontrar, maiores serão suas chances, sendo assim podemos concluir que se você estiver participando ativamente da comunidade em uma determinada área será fácil encontrar interessados pelo seu conhecimento.
Tome como exemplo o wrochal (William da Rocha Lima) , embora eu não o conheça, li boa parte de seus artigos e achei excelentes, então o dia que houver necessidade de contratar um profissional na área de Networking com certeza o procurarei.
Duas boas dicas na hora da entrevista
Há algum tempo atrás estivemos buscando um profissional para preencher uma vaga de estagiário, então contactamos o CIEE que enviou um agente e recolheu as especificações do perfil de estagiário que precisávamos. Passados 10 dias o CIEE selecionou e encaminhou cinco estagiários, sendo que dois não ligaram para marcar entrevista e três foram entrevistados.
Além do papo comum de entrevista, fizemos apenas uma pergunta chave “Qual o seu objetivo?“. Dos três candidatos apenas um respondeu com convicção “Quero programar“, então o contratamos. O segundo respondeu apenas “Quero aprender“, isso é muito vago. O terceiro respondeu “Estou disposto a fazer o que for pedido“.
Moral da história, não buscamos contratar um seguidor de ordens ou então alguém indeciso. As empresas buscam profissionais decididos que já tem em mente seu plano de carreira. É muito importante lembrar que em entrevistas ou currículos é fundamental deixar claro seu objetivo, isso será extremamente relevante se você estiver buscando um cargo onde o trabalho depende de pensata e não simplesmente de movimentos coordenados repetitivos.
Ser extremista no assunto Open Source pode por tudo a perder
Quando você se posiciona de forma extremista com relação à “ideologia” Open Source, isto é, esquece o lado comercial do Open Source, pode se prejudicar, pois lembre-se que as empresas precisam faturar e por conseguinte vender, sendo assim não podemos entender que todo o produto do trabalho da empresa será compartilhado com o restante do planeta ou então, que nossas atividades serão vinculadas estritamente ao código aberto.
Existem clientes que adoram a idéia Open Source e outros que odeiam, então na hora de falar sobre Open Source tenha cuidado para não deixar uma impressão de extremismo.
Fonte: http://www.vivaolinux.com.br/artigo/Encontrando-um-emprego-no-universo-OpenSource/?pagina=1
Discutir sobre tendências em um mundo digital em constante ebulição não é uma das tarefas mais fáceis. Longe de efervescentes previsões futuristas anatingíveis, mais inerentes à “astrologia”, na mesma proporção que longe de exaurir as tendências em 2009 ou esgotar a lista de evoluções, o presente artigo elenca as 10 maiores tendências da Tecnologia da Informação previstas para se concretizarem ou alavancarem em 2009, e revela um norte às empresas e profissionais da área no que diz respeito às 10 áreas relacionadas: governança, infra e rede, conectividade, carreira, conceito, linguagem de programação, humanização da ti, regulatório, operações, comportamento e webmarketing.
1 – Governança: TI VERDE IEC ESPM QM 08000s
A Ti Verde vai revolucionar o mundo de TIC, responsável por 3% da poluição mundial. A Governança “Verde” norteará os projetos e processos em ti, que deverão ser reformulados para atender os novos padrões impostos pela “Green Wash”. Surgirão as primeiras certificações de Gestores de TI com especialização em projetos verdes (GIM – Green IT Managment). Quanto às empresas, buscarão além da certificação ISO 14001, a novíssima certificação européia IEC ESPM QM 08000 para atender aos padrões da ROHS (Restriction of Certain Hazardous Substances), que estabelece regras para o uso de substâncias perigosas em produtos eletro-eletrônicos, bem como o total compliance com a norma WEEE (Waste Electrical and Electronic Equipment), que trata da disposição do lixo tecnológico.
2 – Infra e Rede: IPV6
340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456. Este pode ser o seu novo endereço IP!O famoso 4 x 109 não mais atende as necessidades da Internet no Mundo. 4 bilhões de endereços IP já não é suficiente. O IPV4 está mais próximo do fim, segundo analistas, não passa de 2012. Não significa o fim do TCP que está na camada de transporte, mas a introdução do IPV6 na camada de rede, atuando em conjunto com o ipv4 até o fim deste. O IPV6 vem com diversos atrativos como qualidade do serviço para streaming e VOIP (um tendência concretizada em 2008) e principalmente mobilidade. Esqueça IP como sendo os tradicionais “quatro octetos” ou “oito hexadecimais” e passe a pensar ip com no mínimo “oito octetos”. E o que isso muda no mercado de TI? A necessidade de profissionais especializados para a gestão da nova rede e integração com os sistemas operacionais. Bom mercado à vista. No Brasil o Comitê Gestor Internet no Brasil intensifica a educação sobre o uso do IPV6, onde já é possível estudar sobre o assunto em http://ipv6.br/.
3 – Conectividade: BPL
Surgirão os primeiros cronogramas sobre a implantação da Internet pela Rede Elétrica no Brasil (BPL do Inglês – BroadBand over Power Lines). Um batalha judicial poderá ser travada entre usuários de rádio amadores e Anatel. Ainda, especula-se que tal tecnologia possa interferir no controle de tráfego aéreo e marítimo. Outra batalha será a regulatória: ANATEL OU ANEEL? Quem dita as regras para o serviço? Como as teles atuais poderão sobreviver à onda de companhias elétricas que agora oferecem internet e faturam na conta de luz? Consultas públicas deverão ser realizadas. A BPL será oferecida com a bandeira da “inclusão digital”, já que onde chega energia, chegará Internet e com uma velocidade de até 40 mbps. Eletrodomésticos passam a ser vendidos com suporte BPL e isto pode auxiliar a difusão da TV Digital e interatividade de retorno. Profissionais de Engenharia Elétrica e Engenharia da Computação terão um excelente mercado. Os famosos “gatos de energia” aumentarão, e serão tipificados pelo delito de “furto”, já que a tal “energia” traz em si a internet que tem relevância econômica.
4 – Carreira: ITIL V3 e SCRUM
A certificação na biblioteca de boas práticas britânica ITIL (Information Technology Infrastructure Library) continua sendo uma “pérola” na hora da contratação de CIOS e Gestores de Tecnologia da Informação. A Gestão “com foco no cliente” e primando pela qualidade dos serviços de ti é a tônica para as corporações em 2009. Nada oficial mas especula-se que o bridge V4 para os certificados atualizará os livros com “conceitos verdes”, proporcionando uma gestão não só focada no cliente, mas no ambiente. Em paralelo, cresce a procura pelo profissional certificado SCRUM (Scrum Master), que contrário ao PMBOOK, onde a gestão é de projetos em geral, o framework SCRUM (Gestão de projetos ágeis) é focado em projetos e ciclo de produção de Softwares. Ao que se prega, ao contrário de um profissional PMP, um Scrum Master não planeja, instruiu o direciona, mas simplesmente lidera, em um “jogo” onde a velocidade é igual a satisfação do cliente. Teremos versões nacionais das certificações da Scrum Alliance (http://www.scrumalliance.org/).
5 – Conceito: CLOUD COMPUTING e VIRTUALIZAÇÃO
Elegemos Cloud Computing como o conceito chave da Internet até o primeiro semestre de 2009. Dentre as estruturas de suporte ao conceito, é inegável que a virtualização é a principal, seguida do chamado “Grid Cumputing” (O Compartilhamento de PCs e de Processamento), como no projeto SETI@Home (Search for Extraterrestrial Intelligence), onde centenas de pessoas compartilham seus computadores para a pesquisa. Já com relação às aplicações da Cloud Computing, os que mais chamarão a atenção são os chamados “Sistemas Operacionais Remotos”, operados de terminais burros, como o GHOST Virtual Computer (http://g.ho.st/) e o Goowy (http://www.goowy.com/). Docs, Suítes de Escritório e até mesmo ERPs virtualizados serão difundidos em 2009. Novos P-2-P voluntier systems surgirão como alternativa aos Bittorrents (protocolos). O termo “Cloud Computing” foi objeto de tentativa registro por parte da DELL em julho de 2008 (U.S. Trademark 77,139,082), mas foi cancelado no mês seguinte: Se assim não fosse, o Google teria que pagar uma indenização milionária à DELL. Como tecnologia emergente a virtualização fará com que a demanda pelo profissional especializado cresça, bem como por profissionais responsáveis por trilhas de auditoria e segurança da informação nas nuvens.
6 – Linguagem de Programação: RUBY ON RAILS (RoR)
2009 será o ano do CMS, content management system, template engines, produtividade sustentável e desenvolvimento ágil. Embora o Ranking da TIOBE Programming Community Index for November 2008, (http://www.tiobe.com/index.php/content/paperinfo/tpci/index.html), ainda aponte Java mantendo a ponta da tabela com o índice de popularidade, a família Visual Studio.NET (4o. na tabela) ainda é a preferida para empresas multinacionais e financeiras que necessitam de compliance com normas e contratos de responsabilidade, em conjunto com o Banco SQL Server ou Oracle. Por outro lado, o PHP aparece na cola em 5o. lugar em novembro de 2008, este sendo o representante fiel da “long tail” da programação, sendo preferido por clientes de pequeno e médio porte, que não podem pagar por licenças ou que não possuem regulamentações rígidas. A disputa entre os Bancos de Dados para PHP fica entre Mysql e Postgree, sendo o segundo ganhará mais adeptos em 2009. A curva de aprendizagem destas linguagens vem sendo fator de decisão dos CIOS, que as preferem ao Java e C por exemplo, considerando o fator tempo em um projeto. Destaque para o Python que não para de subir no ranking e pode representar bons negócios em 2009. Programar “sem saber de programação”, digamos assim, é a onda de 2009, como por exemplo, atualizar e gerenciar conteúdo de sites sem editar uma linha do html, por meio do Joomla (http://www.joomla.org/) um gerenciador (wiki) de conteúdo de sites escrito em PHP que passará a ser a preferência dos desenvolvedores web em 2009. Destaque também para o projeto TinnybutStrong (http://www.tinybutstrong.com/) um dos programas (bibliotecas) que anunciam a era dos “Templates Engines” ou “Simplificadores de programação” em 2009, onde se pode programar sem saber uma linha de programação. Mas o destaque principal para o framework que mais crescerá em 2009, vai para o “Ruby on Rails” (RoR), um misto de perl e phyton 100% orientado a objetos, freeware, e que promete ser um ambiente para quem não tem tempo a perder, como por exemplo, a pregação “criando um blog em 15 minutos” (http://www.rubyonrails.pro.br/apresentacoes). Na programação Móbile de 2009, o Android vai incomodar o J2me (http://code.google.com/android/), eis que muitos dispositivos móveis terão o sistema operacional e conseqüentemente, a comunidade opensource irá desenvolver em tal framework. O Acesso à Applications, APIS, e Webservices serão mais difundidos pelos Google e empresas 2.0 à comunidade de desenvolvedores.
7 – Humanização da TI: POWERSET
O Processamento da Linguagem Natural (PLN) e a Websemântica anunciam seus protótipos ao mundo digital. A W3C intensifica um modelo global de partilha de conhecimento por intermédio de máquinas. A tecnologia ? Logicamente, XML (Extensible Markup Language) e RDF (Resource Description Framework) Sistemas computacionais capazes de compreender a linguagem falada e escrita continuam em ágil aprimoramento. Programas para acessibilidade ganham destaque na Internet como o DOSVOX (http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/), que possibilita o uso da informática por cegos. O Maior destaque fica para o Powerset (http://www.powerset.com/) primeiro mecanismo de busca a utilizar a utilizar a PLN em larga escala, que crescerá no primeiro semestre de 2009. o Google, embora resista a idéia de pessoas ficarem “fazendo perguntas” ao buscador, será forçado a implementar módulos de humanização e semântica caso não queira perder sua vasta parcela. Outro conceito que cresce nos buscadores é da “Personalização”, onde o destaque será para o Google Search Wiki, que permitirá ao usuário subir ou descer resultados em seu “ranking pessoal”.
8 – Regulatório: LEI DE CRIMES DE INFORMÁTICA
É no mínimo “truanesco” que 2009 termine sem a promulgação da Lei de Crimes de Informática. Recentemente foi aprovado o PLS 250/2008 contra os crimes de Pedofilia na Internet e a tendência natural é que o PL 89/2003 (antigo 76/2000 – que cuida dos crimes digitais), já aprovado no Senado em julho de 2008 seja enfim promulgado e entre em vigor no Brasil. O número de crimes eletrônicos continua a crescer em 2009 e foca suas atividades para a telefonia móvel e redes wi-fi. No entanto, no início da vigência da Legislação, muitas pessoas serão incriminadas por atos praticados por terceiros ou sem mesmo saber que a conduta praticada era considerada criminosa. Os provedores passam a ser obrigados a preservar dados de usuários e conexões por 3 (três) anos, sob pena de multa que varia de R$ 2.000,00 à R$ 100.000,00 por requisição não cumprida. A Lei gera polêmica e cria movimentos contrários, como os que pregam a “auto-regulamentação” da rede e a lei como empecilho à liberdade de expressão e inclusão digital.
9 – Operações: SAAS
A disponibilização de Software como Serviço crescerá em 2009. Os grandes ERPs concentrarão esforços para criarem a plataforma ou assim oferecerem serviços. Além der ser estratégia verde, poupar energia, custos de implantação e aproveitar a capacidade de processamento de computadores, o SAAS passa oferecer uma nova ótica para precificar um software, o ROI (Return of Investiment) e o valor agregado ao cliente. Métricas como APF (Análise de Pontos por função) ou SLOC (Contagem de linhas lógicas ou físicas) não mais refletem a realidade do valor de um projeto de software ou da cessão de códigos fontes, sendo que novas abordagens paramétricas passam a integrar a lista das consultorias como a preferida pela Microsoft, a TCO (Total Cost of Ownership ou Custo Total da Propriedade), que contempla todos os valores envolvendo aquisição de produtos, instalação, impantação, suporte, treinamento, etc. Segundo a Gigante citada, o TCO de seus produtos é menor que o dos Softwares Livres.
10 – Comportamento e Web Marketing: SEO 2.0 e I-DOSER
O Termo é controverso e não aceito. Para alguns trata-se apenas de SEM (Search Engine Marketing), mas para uma minoria crescente, uma atualização dos conceitos de otimização de sites, que vem a atender as necessidades de mudanças impostas pelo Google, como a “personalização”, anunciada pelo SearckWiki e que relativisa todos os estudos realizados sobre PageRank. Passa-se a raciocinar o SEO “orientado a usuários”. Se já foi difícil identificar fatores que influenciam o posicionamento das páginas, que sempre foram guardados a sete chaves pelos sites de busca, 2009 será o ano de novas práticas e estudos em busca do mapeamento das alterações trazidas. No que cerne à comportamento, 2009 Intensifica a era da Mobile e IPTV, como o “OneSeg”. Cresce a demanda pelo entretenimento digital e conteúdos “on-demand”, o que faz com que os produtos web sejam focados não em tecnologia, mas em experiências.
O Destaque fica pela polêmica experiência I-doser (http://www.i-doser.com) a chamada “droga virtual”, que passará a integrar dispositivos móveis e poderá ser transmitida viaM2M (Mobile-to-Mobile), graças às novas tecnologias RFID (Radio-Frequency Identification) e wireless que integrarão a linha de dispositivos do próximo ano. Por meio do RFID, as pessoas serão identificadas em lojas (M-Payments), locais públicos, privados e eventos, o que chamará a atenção de crackers que explorarão a tecnologia para capturar informações e para a prática de golpes. No campo das enciclopédias da rede, o Monopólio da Wikipedia passa a ser ameaçado pelo projeto do Google Knol (http://knol.google.com/k), que explorará a decisão da “concorrente” de limitar sutilmente a liberdade de publicação de conteúdos, atualmente restrita ao que chama de “grupos confiáveis”.