Qual carreira em games sequir?
Bem vindo ao jogo!
A escolha mais importante que devemos fazer é escolher qual carreira seguir na vasta área de games? Bom, temos mercados diferentes e visões bem diferentes, mas uma coisa é certa, por algum lado tem que se começar.
Com base no que estou aprendendo a melhor resposta para iniciantes seria:
Um curso básico de game design! Mas claro que eu fui descobrir isto somente começando. Tomei a decisão pelo curso de Game design após uma pesquisa por mercado de trabalho, generalização e conhecimento atual.
Mas caso você prefira, existem muitas outras opções, um curso básico em game design pode ajudar no conhecimento sobre por onde começar e o que melhor se encaixa com seu perfil.
Uma carreira em games pode ser dividida em muitos ramos profissionais, isso claro, depende do tamanho de cada empresa. Empresas pequenas podem tem um game design, um programador e só!(que horror!), mas existe. Nestes casos um game design acaba por fazer o trabalho completo, incluindo arte.
Para entender melhor quais outras opções vc tem, podemos agrupar a carreira em games em 3 blocos exatamente na ordem:
- Game Art
- Game Design
- Game Programmer
Claro que dentro de cada um destes blocos existem muitos opções profissionais.
Profissão Game Art
Vamos falar sobre a profissão de Game Art.

Um Game Art deve vir a quebrar regras, subverter padrões, ter um papel questionador frente a propositivas, experimentar novas sensibilidades, lançar novas hipóteses, sensações, propor outras relações, interferir, re-editar e criticar o seu próprio modelo criativo, enfim, que trate de uma reflexão estética e flagre esta sua condição, exercendo sua natureza artística.
Pesquisado em alguns blogs, sites especializados e artigos em geral na web, as seguintes descrições foram encontradas:
Para Matteo Bittanti (2006), no artigo “Game Art, (this is not) A Manifesto, (this is) A Disclamer”, gamearte é qualquer arte na qual games digitais desempenharam algum papel significante na criação, produção, e/ou exibição do trabalho. E a arte resultante pode existir como um game, uma pintura, uma foto, som, animação, vídeo, performance ou instalação.
Mas, para Lúcia Leão (2005), “a denominação gamearte se refere a projetos de caráter estético que se apropriam dos games de modo crítico e questionador, propondo reflexões inusitadas. (…) Os projetos de gamearte se fundamentam em três grandes questões: a subversão crítica dos usos, sentidos e objetivos de games conhecidos; o ato de jogar (play) e uma interatividade complexa composta por várias etapas de interação (fases)”.
Andrew Hieronymi (criador da instalação ‘MOVE’, que esteve no File Rio 2007) afirma que Gamearte é um ponto de intersecção e interação que está situado entre arte interativa, mídia interativa e os videogames.
No Brasil, Suzete Venturelli fala em seu site sobre gamearte:
“Gameart é uma pesquisa que vem realizando no Laboratório de Pesquisa em Arte e Realidade Virtual da Universidade de Brasília, onde procura na linguagem dos jogos eletrônicos desenvolver uma poética artística interativa e de compartilhamento de espaços virtuais em instalações e na rede mundial de computadores. Contemplando idéias contemporâneas de intervenção no contexto político, social e urbano o Gameart está apoiado em fundamentos teóricos originados das áreas da ciência da computação, da arte e da comunicação. A poética é marcada pela reflexão onde o lúdico simula situações ou testa a ruptura e desconstrução de modelos”
(VENTURELLI, 2008, in http://www.suzeteventurelli.ida.unb.br/gamearte.htm).
Claro, existem muitas definições, mas todas possuem a mesma idéia de que a criação, produção e exibição de resultados é altamente influencia pelo Game Art.

