300 DVDs num só disco?
Um disco de «cinco dimensões», com capacidade de armazenamento 10 mil vezes superior aos actuais DVDs, pode chegar ao mercado em dez anos, revelaram ontem investigadores da Swinburne University of Technology na Austrália

Investigadores australianos desenvolveram um novo método de gravação de dados em camadas de vidro que permite armazenar 1.6 Terabytes, o que equivale a registar 300 DVDs num único disco.
De acordo com uma reportagem da BBC sobre um artigo publicado na revista Nature, trata-se de uma gravação óptica em cinco dimensões (5-D), com recurso a partículas de ouro, em escala nanométrica, que pode vir a ser comercializado dentro de dez anos.
O grupo de investigadores afirma ter adicionado três dimensões às duas já existentes nos CDs e DVDs correntes graças à manipulação de propriedades particulares dos «nanotubos» de ouro.
Além de ser possível produzir em larga escala, o custo do material usado no novo método de gravação atinge valores muito reduzidos. SOL
Tecnologias para ajudar as empresas a crescer e economizar
Vou listar a seguir algumas opções que as pequenas e médias empresas têm para economizar e ajudar seu crescimento nestes tempos “bicudos”.
A primeira destas tecnologias é a computação em nuvem. Neste caso, processamento, armazenamento em disco ou aplicativos são oferecidos como serviços através da Internet (algumas opções gratuitas). Os dados e aplicativos ficam espalhados por diversos datacenters distribuídos pelo mundo e os usuários não sabem (nem precisam saber) onde eles estão. Bons exemplos são serviços do Hotmail ou Google, como Gmail, Google Docs e Google Sites.
Para situações mais específicas existem serviços pagos, mas ainda assim podem ser bem econômicos por não necessitarem de pessoal especializado ou gastos com uma infraestrutura avançada de TI. Nesta categoria encontramos aplicativos de CRM (Customer Relationship Management - Gerenciamento do relacionamento com clientes -, Acompanhamento de força de vendas ou ERP (Enterprise Resource Planning – Sistema integrado de gestão empresarial. Não podemos esquecer os serviços de hospedagem de servidores.
A tecnologia de VoIP (Voz sobre IP) permite a transmissão da voz através de redes de computadores privadas ou a Internet. Isto faz com que o custo das ligações não dependa da distância entre a origem e o destino. Esta característica pode economizar de 40% a 85% na comunicação telefônica e reduzir um peso significativo nas contas das empresas. Além do Skype, você pode contar com uma grande quantidade de operadoras de VoIP instaladas no Brasil. Para conhecer as opções existentes entre no site da Anatel, clique na aba “Informações Técnicas”, depois no item “Comunicação Multimídia” e no subitem “Empresas Autorizadas”.
Ter o produto certo na hora certa e reduzir estoques desnecessários é uma outra forma de economia. Para isto a logística inteligente é uma grande aliada. Sistemas de logística e controle de estoque online, coletores de dados, aplicativos de cálculo de rotas e etiquetas inteligentes (RFID) podem ajudar a aumentar o giro dos produtos.
No próximo artigo volto com mais algumas tecnologias que podem ajudar as empresas a enfrentar estes tempos difíceis da economia.
Em tempos de crise, corte custos com a Tecnologia
A tecnologia não passa de uma ferramenta, e desta forma uma de suas principais funções está em melhorar nossas condições de trabalho e de vida, aumentar a eficiência e eficácia de nossas ações e é claro reduzir os custos.
Especificamente em relação a redução de custos, a tecnologia tem muito a nos oferecer, basta escolher as aplicações e formas de trabalho que estas ferramentas proporcionam.
Já não precisamos pagar por muitos aplicativos pois temos excelentes opções gratuitas que substituem as ferramentas pagas como a suite de automação de escritório BrOffice.br (http://www.broffice.org/), os antivírus Avast (http://www.avast.com) e AVG (http://free.avg.com/), o leitor de correio eletrônico Mozilla Thunderbird (http://www.mozilla.com) e o Gimp (http://www.gimp.org) para edição de imagens.
Mas a economia não está apenas na adoção de ferramentas gratuitas. Alguns procedimentos podem ser aliados na hora de cortar custos na empresa e no uso pessoal.
O trabalho remoto pode ajudar a diminuir o tempo gasto e os custos com deslocamentos. Esta opção de atividade é cada vez mais usada atualmente. Em pesquisa recente, o Gartner Research prevê que, em 2009, mais de 25% da força de trabalho norte-americana adotará o trabalho remoto. Para isto algumas ferramentas podem ajudar como os portais de colaboração como o Wikispaces (http://www.wikispaces.com) ou o aplicativo MediaWiki (http://www.mediawiki.org), utilizado para quem deseja montar seu próprio ambiente de trabalho colaborativo.
Para acesso remoto a computadores, o Logmein (http://www.logmein.com) é quase uma unanimidade. Com este utilitário podemos ter acesso remoto a estações de trabalho para, por exemplo, executar o suporte remoto.
Os custos de comunicação também podem se tornar o vilão para empresas e pessoas físicas. Neste caso o Skype (http://www.skype.com) é uma boa opção de economia e com a instalação de uma WebCam oferece uma solução de videoconferência barata. Os comunicadores instantâneos como o MSN (http://www.msn.com) ou o Google Talk (http://www.google.com/talk/) também podem ajudar na redução dos custos de comunicação.
Os custos de impressão devem ser acompanhados de perto. Dê preferência a impressão em modo rascunho, além de acelerar a velocidade aumenta muito a vida útil dos cartuchos de tinta. Lembre-se que as impressão coloridas custam muito mais do que a em preto e branco.
Estas são apenas algumas iniciativas e dicas que você pode adotar para economizar com o uso de ferramentas e serviços gratuitos. O importante é o uso consciente da tecnologia para melhorar o nosso dia a dia.
Multinacionais mantêm investimentos em TI no Brasil
Apesar das notícias de recessão econômica – por conta do cenário de crise financeira internacional –, muitas empresas multinacionais vão manter os investimentos em tecnologia da informação das subsidiárias brasileiras, por conta do País acenar com melhores perspectivas de negócios do que outros territórios.
A Kimberly-Clark Brasil, por exemplo, não pretende mexer no planejamento de TI para 2009, o qual tinha sido desenhado em julho último. Assim, a companhia deve incrementar em 2% o orçamento da área. “A América Latina ainda tem projetado crescimento para o próximo ano, de forma que os investimentos serão mantidos”, afirma o gerente de informática da companhia no País, Paulo Biamino.
Ainda segundo o executivo, a corporação deve adotar a mesma estratégia para todas as subsidiárias localizadas nos países em desenvolvimento, que, no caso da Kimberly-Clark, incluem BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), Indonésia e Turquia.
Entre os investimentos de TI previstos pela fabricante para o País está a instalação de dois novos equipamentos de última geração para produção de fraldas. “Elas têm muita tecnologia embarcada e nos permitem a integração com a rede”, informa Biamino, que acrescenta: “De São Paulo poderemos cuidar das máquinas instaladas na cidade de Suzano (interior de SP)”.
A empresa ainda fará um grande aporte para a implementação de uma rede de telecom com alta disponibilidade, redundância e alta capacidade de recuperação. Ainda como plano para 2009, a companhia planeja a adoção da nota fiscal eletrônica.
A opção da Kimberly-Clark de manter os investimentos em TI no País não é uma decisão solitária. Segundo o CIO de um grande banco internacional instalado no Brasil, as empresas conseguem ver oportunidades no mercado nacional para continuar investindo. No entanto, ele destaca que muitos dos seus colegas que comandam equipes de TI já admitem que a situação está difícil e, inclusive, alguns já começaram a fazer cortes de pessoal.
Para o executivo, no entanto, esse é um momento de redução dos custos operacionais, mas não de cortes nos investimentos em tecnologia, que, no caso específico do banco desse CIO, devem crescer em 2009.
Na mesma linha, Biamino aponta que o grande impacto da crise tem sido a necessidade de diminuir despesas – e não, necessariamente, os orçamentos de TI. “Nossos insumos são em dólar, por isso estamos trabalhando com uma forte gestão de custos”, detalha o executivo, que trabalha na contenção de gastos e na revisão de práticas e procedimentos.
Também nessa linha, o executivo do banco consultado pela CIO, diz que têm flexibilizado alguns processos. Como exemplo, ele cita que, em vez de incorporar novos funcionários à área de TI, aposta em contratos com consultores para suprir necessidades temporárias. “Assim, trabalhamos com custos variáveis, em vez de fixos”. Ele também avalia a terceirização como uma boa opção, caso a empresa entenda que requer muita disciplina e governança.
